A busca por alternativas para reduzir custos e ampliar a previsibilidade na conta de luz tem impulsionado a atuação da Prime Energy no Piauí. A companhia, que é comercializadora de energia e fornecedora das soluções de energia renovável da Shell Energy no Brasil para consumidores empresariais, registrou crescimento expressivo da base de consorciadosno estado nos últimos meses.
No Piauí, a Prime Energy passou de 42 consorciados em dezembro de 2025 para 108 atualmente, avanço de cerca de 160%. O crescimento acompanha a maior procura de pequenos e médios negócios por modelos de energia mais flexíveis, especialmente a energia por assinatura, solução que permite acesso à energia renovável sem necessidade de investimento inicial, manutenção ou gestão operacional.
O movimento ocorre em um contexto de maior pressão sobre a conta de luz. Em maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira tarifária amarela, o que representa cobrança adicional para os consumidores. Para empresas com consumo recorrente de energia, esse tipo de variação reforça a importância de soluções que ajudem a reduzir a exposição às oscilações tarifárias.
“A energia é uma despesa relevante para qualquer empresa, mas pesa ainda mais para pequenos e médios negócios, que precisam preservar caixa e manter previsibilidade para operar. Em cenários de maior variação tarifária, soluções como energia por assinatura ajudam o empresário a ter mais controle sobre esse custo”, afirma Ana Lia Ferrero, CEO da Prime Energy.
No estado, o perfil médio dos consorciados atendidos pela Prime Energy é de aproximadamente 2.200 kWh por mês, equivalente a uma fatura média em torno de R$ 2,2 mil. Esse perfil reforça a aderência da energia por assinatura entre empresas de menor porte, que buscam economia sem a necessidade de adquirir um sistema fotovoltaico próprio.
Entre os segmentos com maior presença na base de consorciados estão restaurantes, condomínios residenciais, mercados, lojas de conveniência, varejo de menor porte e atividades ligadas à agricultura e cultivo. A companhia também observa avanço em setores como hotéis, padarias e confeitarias, condomínios residenciais, agricultura e cultivo, além de empresas ligadas a vendas, aluguel e comércio de veículos.
Teresina concentra a maior parte dos consorciados da Prime Energy no Piauí, com presença também em municípios como Itainópolis, Parnaíba, Picos, Bom Jesus, Cajueiro da Praia, Campo Maior, Coronel José Dias e Luís Correia.
“A adesão no Piauí mostra que a transição energética não está restrita a grandes empresas. Cada vez mais, negócios locais entendem que podem acessar energia renovável de forma simples, com impacto direto na redução de despesas e na organização do planejamento financeiro”, destaca Ana Lia.
Na prática, a energia por assinatura funciona por meio da geração compartilhada em usinas solares. A energia gerada é convertida em créditos, que são abatidos diretamente na conta de luz do consorciado, por meio da rede da distribuidora. Dessa forma, empresas podem obter economia sem instalar placas solares, fazer obras ou assumir a gestão da operação.
Para a Prime Energy, o avanço no Piauí reforça o potencial do Nordeste para a expansão de soluções de energia renovável voltadas ao consumidor empresarial. Além da forte disponibilidade de recursos naturais para geração solar, a região reúne muitos negócios com consumo recorrente de energia e demanda por alternativas mais competitivas.
“Quando uma empresa reduz uma despesa recorrente, ela melhora margem, ganha previsibilidade e abre espaço para investir em outras frentes, como modernização, expansão ou contratação. Por isso, a energia por assinatura deve ser vista não apenas como uma forma de economia, mas como uma decisão estratégica de gestão”, conclui a CEO.